Revista TESSERACT – ISSN 1519-2415

…[…]…É chegado o momento da visita ao oráculo,
o momento em que Deméter confronta Zeus.
É a hora de passar as demandas do privado para o público:
O tempo em que Perséfone vai visitar Deméter
e, juntas, preparam a colheita…[…]…
(Noeliza Lima, versos do poema Tempo Sem Tempo)


Este artigo fala da mulher atual, suas buscas e caminhos. Pretende-se apresentar o mito de Perséfone como a deusa criativa, sensível, intuitiva, cuidadora , características associadas a busca da mulher pós feminista, em seus espaços. Na introdução conta-se o mito de Perséfone, para logo mais revê-la na leitura de psicologia do gênero.

‘Ligada diretamente à fertilidade da terra cultivada, Deméter é uma antiquíssima deusa-mãe cuja origem deve remontar, no mínimo, ao Neolítico. […]. Em Homero, ela já aparece diretamente associada ao trigo (Il. 13.322).Para os gregos, ela era filha dos titãs Crono e Réia, nascida logo depois de Héstia, e portanto irmã de Zeus, Hera, Posídon e Hades. Deméter está associada principalmente à história do rapto de Perséfone. Certo dia, Hades se apaixonou pela jovem Perséfone e, com a conivência de Zeus raptou-a enquanto
brincava com as ninfas e levou-a para seu reino subterrâneo. Alertada por um grito da filha, Deméter começou a procurá-la por todo o mundo, com um archote aceso em cada mão. Após vários dias de busca encontrou Hécate, que ouvira Perséfone gritar mas não vira quem a levara; Hélio, porém, que tudo vê, revelou a identidade do raptor… Enfurecida Deméter recusou-se a voltar ao Olimpo sem a filha querida e a exercer suas funções divinas. Assumiu o aspecto de uma velha e pôs-se a serviço de Céleo, rei de Elêusis, que encarregou-a de cuidar do jovem Triptólemo, seu filho. Deméter afeiçoou-se ao menino e tentou torná-lo imortal, colocando-o periodicamente no fogo. Surpreendida porém numa das “sessões de imortalização” pela assustada Metanira, mãe do menino, não pôde completar o processo. Revelou-se então aos assustados reis e confiou a Triptólemo a tarefa de espalhar pelo mundo a cultura do trigo.

Enquanto isso a terra permanecia estéril, pois sem Deméter nada do que era plantado crescia. Perturbada a ordem natural, Zeus teve de intervir junto a Hades para libertar Perséfone e aplacar a mãe enfurecida. Perséfone, entretanto, já desfrutara da hospitalidade de Hades e comera uma romã — o que a associava permanentemente ao reino subterrâneo — e os deuses envolvidos tiveram de negociar. Perséfone tornou-se esposa de Hades, e rainha dos mortos; Deméter reassumiu suas tarefas divinas; e, a cada primavera, Perséfone deixava Hades e se reunia com a mãe, no Olimpo, para que nessa época a terra cultivada desse seus frutos. Desde a Antigüidade esse mito era visto como uma alegoria: Perséfone era o grão semeado, colocado embaixo da terra para se desenvolver e despontar durante a primavera sob a forma de novos frutos…

Perséfone, em seu reino, exerce o papel de Senhora dos Mistérios da Vida e da Morte. É ela quem recebe os mortos no mundo espiritual, formando com Hades uma união de trabalho, além de afetiva. É uma ligação que alimenta a ambos. Perséfone foi uma boa filha. Talvez este relacionamento com a mãe Deméter a tenha preparado para respeitar outras mulheres. Filha da natureza, caminha tranqüilamente no privado e público. Faz alianças com outras mulheres. Como exemplo cita-se sua disposição amigável em ajudar Psyché dando-lhe a caixa da Beleza Eterna conforme Afrodite havia pedido. Também com os homens se comporta assertivamente. Hércules em uma de suas tarefas lhe pede ajuda e ela presta seu concurso cedendo-lhe Cérbero, o cão de guarda dos Infernos.

Traçando um paralelo com as mulheres de hoje, qual seria o segredo da majestade de Perséfone? Como consegue ela se impor e exercer seus direitos de rainha perante Hades? A impressão que o mito traz é que seu companheiro não sente receio de ceder seu espaço de trabalho. Pode-se aventar a possibilidade de que Hades, conhecedor da necessidade que tem da contribuição de Perséfone e de seu valor enquanto pessoa, a deixa em liberdade para exercer sua identidade. Outro fato é que Perséfone não conheceu homens. Chegou virgem ao casamento, no sentido de experiências psíquicas anteriores com o sexo masculino. Sendo filha da natureza, tendo o sentido de semente, ao lhe for dado o cuidado necessário, floresce.

Sobressai nesta reflexão o fato de que se a mulher recebe o cuidado e o trato necessário, pode reconhecer-se como ser inteiro, e produzir. Assim, torna-se importante a figura do companheiro como: ou propiciador da regressão, ou como propiciador da maturidade (Diel,1999)

Perséfone e Deméter são uma representação só. São a imersão no psíquico e no real. Representam a vida criativa, a expressão do ser perante si mesmo e o mundo, a abertura e o fechamento, a permissão e a interdição. No momento em que Perséfone está com a mãe, a natureza se renova. Quando ela está com Hades, a natureza adormece.

Estes movimentos tais como ir e vir, afastar-se e aproximar-se, entre outras aparentes oposições, representam aqui a caminhada humana: o retirar-se para planejar e se refazer, e o ato de se atirar no mundo, realizando os projetos elaborados no adormecer das estações.

Levando-se esta análise para o mundo, percebem-se os grupos de trabalho de mulheres, como espaços de Deméter, de reflexão e elaboração de estratégias. Ao mesmo tempo de intensa participação no público, que constituem os encontros e reuniões extras, onde semeiam a idéia da livre expressão feminina, trabalham em suas especialidades, auxiliam outros grupos de cidadania.

Estas mulheres simbolizam Perséfone, e se exteriorizam tanto no espaço privado como no espaço público.

Entretanto a coisa não é tão bonita quanto parece. A mulher ao sair do privado para o público contesta toda uma cultura preconceituosa. Segundo Skinner (1970) qualquer comportamento para se manter necessita ser reforçado. Uma vez que a mulher é punida ao se expor, em violência aberta ou sutil, poderá aumentar seus danos psicológicos e/ou físicos. Toda mulher sente isto, e pode se recusar a ir em frente. Ela estagna. Deméter também parou em um primeiro momento, ao verificar que não achava a filha. Deprimiu-se, ficou velha e feia.

A mulher quando desiste, mesmo por pouco tempo, sente esta morte de alma. A depressão na meia idade assemelha-se bastante a este estado de inanição afetiva. Um paralelo pode ser traçado em relação a mulheres em casamentos infelizes, que não satisfazem a sua fome de espírito. Também se sentem feias, sem saída. A mulher em sendo programada para o casamento de fantasia, romântico, muitas vezes prende-se nesta armadilha. Casos clínicos também fornecem tais dados, independente de gênero e sexualidade.

Há que se considerar estes fatos quando se organizam grupos de mulheres, seja de instituições ou privados, hetero ou homoafetivos. A autonomia pode não ser o melhor. Leva-se em consideração o desejo da mulher, que parece atávico, ao querer desprender-se – e o fato de que a estagnação da mulher parece levar a somatizações e doenças.

Tais grupos são necessários e  propiciadores de reflexão, autoconhecimento e suporte, tal como Deméter que dá o dom de gestar e florescer, como Hades, que, pelas sementes de romã, propicia a Perséfone a volta ao lar, tal como Perséfone em ir e vir se renovando e transformando a trajetória dos que a cercam, impulsionando-se, e aos outros, em direção a verdade e ao amadurecimento.

Figuras míticas que, juntas, retratam o processo de crescimento humano, tanto individual como coletivo. E sugerem a possibilidade da ligação do homem e da mulher em sua diversidade.

Notas

1.NOELIZA LIMA, psicóloga e pesquisadora em questões de inclusão social. Dados oriundos da dissertação: ‘Experiências de um grupo de mulheres na luta pela Cidadania’, CAPES DS, PUC-Campinas, 194 pag.
2.Grécia Antiga, Mitologia, [disponível on line:http://warj.med.br/mit/mit09-5.asp,2004,setembro,6]
3.DIEL, P.,Mitologia Grega, 1991.

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Foto de: http://www.germinaliteratura.com.br

A visão de uma jornalista acerca de uma poesia de Adélia Prado. Belo! Clique na foto para ler.

Rachel  Moreno

Publicado na revista Tesseract – ISSN 1519-2415

Rachel Moreno*

Tarzã, o homem das selvas, voltou para a terra das sacerdotisas sagradas, e trouxe consigo o progresso. A pedra lascada, a arma de longo alcance, a divisão entre a caça, a coleta e o cuidar da prole.
Lilith foi substituída por Eva, no imaginário do desejo de Adão, e veio a serpente, que trouxe Pandora, que levou ao pecado original… ao salvador, ao príncipe encantado, ao homem das pedras, ao sapo, à força, à violência… “Eu tenho a força!”..
Daí nasceram e se desenvolveram Débora, Raquel, Ester, Maria, Madalena… ah, Madalena!… Chorou, feito Maria Madalena… Daí nasceu Maria, Fátima, e finalmente Amélia – a que “era mulher de verdade”. E tome modelo ideal! Mas ideal para quem?

Mas como o desenvolvimento é desigual e combinado, depois de Amélia, com uma pequena mas significativa mutação, surgiu Amália, que chamou Joana, a francesa… e que de D’Arc em diante resultou em Olympe de Gouges, que teve a brilhante idéia de redigir e defender a Declaração dos Direitos das Mulheres, em pleno clima de Liberté, Égualité, Fraternité… Desnecessário dizer que morreu no cadafalso – igualdade, sim, mas não tanto!
A coisa, de fato nunca foi fácil e exigiu medidas drásticas para readquirirmos um mínimo de direitos e consideração. Não deve ter sido nada fácil ver a derrocada dos símbolos e ícones que sinalizavam a nossa força, soterrados sob signos alternativos que confundiam as pegadas e a compreensão.
Assim foi quando a rebeldia de Lilith, que se mandou para o deserto brincar com as almas inacabadas, revoltada ante a insistência de Adão na repetição da posição papai-mamãe (e tudo em que isto implica), e foi transformada pelo Livro Sagrado em ameaça às mulheres – quando ela volta a aparecer só para seduzir o noivo na noite de núpcias, ou para roubar os recém-nascidos. Assim aconteceu quando as sacerdotisas sagradas foram reduzidas à condição contemporânea de prostitutas. Assim foi quando as tábuas da lei foram entregues a Moisés, bem no monte onde antes se cultuava a Lua, divindade feminina, aos pés do qual ele se indignou ao ver o povo celebrando o bezerro de ouro (filho da vaca – um nos nomes da deusa).
Às vezes, algum resquício emerge por sob os escombros, a sinalizar – “aqui, as coisas foram diferentes” ou “aqui não foi sem luta que as mulheres perderam o poder”. Como no caso das Amazonas, que se apartaram dos homens, com quem se relacionavam apenas para procriar.
Teríamos muitos capítulos a redigir para dar conta destes relatos que nos chegam hoje como mitos. Assim como muitos mais para relatar o que a História não pode ocultar (já que a História é a versão dos vencedores) – a luta das mulheres pelo direito à educação (século XVII?), a luta das sufragistas pelo direito ao voto, no século XIX.

No mercado de trabalho

Trabalhar? Nós, mulheres, sempre trabalhamos. De sol a sol; e a lua – Isis, deusa da noite – passou a também ter que ser produtiva, mesmo que fosse “tão somente” do chamado “repouso do guerreiro”.
Fixação à terra, propriedade. Vencidos e vencedores; servos e castelões; excluídos e “in”, patrões, des/empregados, folgados, vagabundos, revoltados, inocentes, ingênuos, cúmplices. O trem e a linha. A máquina e a habilidade motora fina (e desvalorizada). A linha de produção. A separação do lugar da produção e da reprodução, da produção de mercadoria e da reposição da vida, do trabalho e do sagrado, do amor e do dinheiro, da produção e do usufruto, do consumo e da consciência, do tesão e do prazer e do dever e da produtividade.
A mulher entrou, por baixo. Por baixo na cama, cabisbaixa na rua, pela porta dos fundos no assim chamado mundo do “trabalho”. Pedindo licença para provar o seu valor, para mostra que sabe fazer, que pode ganhar para viver, produzir riqueza, clima, alegria, beleza. Talvez até prazer – no trabalho, talvez? Como trabalho, quem sabe? Dá trabalho, sempre!
Ainda me lembro, na época da construção do metrô, em São Paulo, quando os homens acorreram seduzidos pelo salário maior e direito ao alojamento, abandonando a varrição das ruas. Foi quando a Veja Sopave decidiu, segundo entrevista que me foi concedida por um diretor, “dar uma chance às mulheres”. E, se por 1,90 dinheiros, já não conseguiam homens, passaram a contratar mulheres por… 1,80. E, felizes da vida, se davam conta da responsabilidade destas para com o trabalho: varriam melhor, não ficavam tomando pinga no bar da esquina, não gastavam tempo “cantando” as empregadas das casas por onde passavam – enfim, rendiam mais e trabalhavam melhor.

E assim, mais mulheres chegaram ao mercado de trabalho. Num primeiro momento, nas tarefas similares às que desempenhavam em casa – professora, enfermeira, varredora, bordadeira, para além da linha de produção. Depois, também em outras tarefas e funções que passavam a ser mais mal remuneradas com a sua entrada.
No início, a fábrica exigia a comprovação mensal da menstruação – não queriam ter que pagar o salário e estabilidade-maternidade – e distribuíam chapinhas para controlar o tempo e freqüência das idas ao banheiro. Depois, amenizaram este controle ostensivo que gerou reações das mulheres em suas categorias profissionais organizadas.
E fomos entrando no mercado de trabalho, em duas levas: as mulheres jovens, assim que pudessem ou logo que se formassem, e as mulheres um pouco mais velhas, depois de terem cuidado dos primeiros anos de seus filhos.
Havia quem dissesse que, pelo fato de sermos mais responsáveis com os filhos, tendemos a faltar mais ao trabalho quando o filho está doente, ou quando há algum problema sério em casa. As estatísticas, porém, hoje mostram que somos as mais assíduas ao trabalho – provavelmente falta-se mais por ressaca do que por assistência ao filho doente.
Mas continuamos ganhando menos pelo mesmo trabalho.
Fomos todas estudar, o mais que pudéssemos. Hoje, as mulheres brasileiras têm mais anos de estudo do que os homens, o que também se reflete no trabalho.

Hoje, as habilidades incorporadas a partir da mudança do taylorismo para o toyotismo, enquanto modo de produção, valorizam a participação mais plena dos trabalhadores em benefício do trabalho. E, cada vez mais, as mulheres trazem para o mundo do trabalho, uma série de habilidades e talentos que desenvolveram alhures e que provam a sua importância no mercado de trabalho – a capacidade de ouvir, de lidar com a diferença, de trabalhar e promover o trabalho em equipe etc.
O que rendem estas capacidades adicionais? Não há interesse em medir, embora se saiba de seu valor para o empregador. E para o trabalhador e a trabalhadora? Nada…
E assim, porque entrou timidamente pedindo licença para provar a sua capacidade de produção, a mulher foi se dedicando mais e mais, em detrimento da qualidade de sua vida e do tempo dedicado à vida familiar. A jornada doméstica continua sendo predominantemente nossa, mesmo que consigamos dar conta dela concentrando-a num número menor de horas de trabalho adicional e não remunerado.

Os homens mudam

Para concorrer com estas colegas mais cuidadas, coloridas, perfumadas, produtivas e munidas de mais talentos, os homens passaram a se produzir mais.
Barriguinha lisa, malhação, tintura de cabelo, operações plásticas, cremes anti-rugas, toda a parafernália que nos tortura passou a ser vista como uma arma a não ser desprezada pelos homens – para a grande alegria da indústria cosmética e estética.
Cada vez mais mulheres chefiando a família também sinaliza a não-reestruturação do casal ante os novos papéis e importâncias. Sofrido, acabrunhado, falta ao homem o espaço de repouso do guerreiro… Este espaço que a mulher lhe propiciava, este espaço que nunca existiu para a mulher, esta guerreira…
Outros homens se acomodam melhor. Há os que dividem até o trabalho doméstico. No Brasil, dizem que hoje, eles se responsabilizam, em média, por 10% do trabalho doméstico.
Novos tempos, novas e velhas necessidades
Hoje o desenvolvimento tecnológico chegou a um estágio que nos permite pensar na redução da jornada de trabalho – para que todos tenham a ele acesso, e para que todos possam partilhar do trabalho e do prazer representados pelo trabalho doméstico e pelo cuidado da prole.

Mas, porque entramos pela porta dos fundos, não inscrevemos na pauta de reivindicações dos trabalhadores organizados a jornada doméstica. Poucas de nós estão na frente da luta pela redução da jornada de trabalho. Falamos, em nossas manifestações internacionais, da necessidade de se aumentar o salário mínimo, mas nós mesmas esquecemos de exigir a equiparação salarial (a trabalho igual, salário igual).
Ao invés de transformar o mundo do trabalho, de modo a humanizá-lo e torná-lo mais inclusivo e contemplador da diversidade, corremos o risco de aumentar o seu nível de exigência (em termos de formação, participação e produtividade) e de lucratividade (já que paga salários menores), que o aumento de participação de mão de obra feminina lhe propicia, sem contemplação ou dó para com as nossas necessidades gerais e especificas (afetivo-domésticas). Piorando o equilíbrio do ponto de vista do trabalhador, bem na contramão do que sempre desejamos.

Não está na hora de retomarmos esta discussão, que ficou pelo meio do caminho? Não seria esta a hora de juntar os homens e as mulheres nesta discussão?


Rachel Moreno é uma das mulheres que mais conhece a condição da mulher. Trabalha em cidadania há muitos anos e tem se tornado um ícone em estudos de gênero e inclusão social. Escritora.Autora do livro ‘A Beleza Impossível’. Comentário do livro
Links importantes:
http://observatoriodamulher.org.br
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/08/21/materia.2007-08-21.1811657838/view

Será que ele vira príncipe?

setembro 27, 2007

MARIA EMÍLIA LINO DA SILVA – escritora, psicóloga, PHd, vivendo em Paraty, mistura nesta foto poesia, prosa e psicologia. Esta estátua está em Guajanato. MX. Parece que o nome se refere a ‘serra dos sapos’, daí a idéia! Uma brincadeira que faço referente as ligações amorosas.

 

Tenho aprendido que a mulher ainda cede parte de sua personalidade ao querer agradar alguém, que existem ligações gratificantes, que é necessário que as pessoas se informem mais e se posicionem em suas relações amorosas.

A palestra: Clique para ler

 

Palestra relizada a convite do GEA – Grupos de Encontro Sobre o Amor – Diretor Dr. Joaquim Motta / Sueli Castro (Org). http://www.blove.med.br/gea.php

O Senhor dos Nós

janeiro 29, 2007

Ref.= http://www.2regiao.apac.org.br/pesquise/nos/nos.html%5D

Segundo Brandão (1993), Hefhaistos ou Hefestos, foi gerado só por Hera, em desafio a seu esposo Zeus. Ressentida contra o esposo, talvez transferindo este ressentimento para o filho, assim que este nasceu jogou-o montanha abaixo. Ao por – do – sol, Hefestos caiu na Ilha de Lemnos, onde foi recolhido por seus habitantes, mas ficou aleijado, mancando de ambas as pernas. Amparado por seus parentes adotivos e criado numa caverna bastante profunda, o deus fez sua aprendizagem de vida trabalhando o ferro, o bronze e os metais preciosos, tornando-se o mais engenhoso dos filhos do céu ( Terzis, 2000).

Não conseguindo superar as condições de seu nascimento, e para vingar-se de sua mãe, enviou-lhe um trono de ouro, delicadamente trabalhado. Hera ficou maravilhada. Ao sentar-se, porém, ficou presa, sem que nenhum dos deuses conseguisse libertá-la, porque só o ourives divino conhecia o segredo de atar e desatar. Com isto, ficou conhecido como o Senhor dos Nós. ( a ser comentado em próximo post)

Em outra versão popular do mito, foi Zeus que jogou Hefestos montanha abaixo. Ao considerar esta versão, o trono dos nós seria uma forma de guardar a mãe Hera para si, uma forma arcaica de se vincular à mãe, ou seja, a indiferenciação afetiva com a mãe.

Trono de amor e de ódio
Laços de crescimento, sendo de estímulo e sustentação
E
Laços que prendem, de estagnação e involução?

Esqueletos de casal são encontrados em eterno abraço

ROMA (Reuters) – Pode chamar de abraço eterno. Arqueólogos na Itália descobriram um casal abraçado enterrado entre 5.000 e 6.000 anos atrás.

“É um caso extraordinário”, disse Elena Menotti, que liderou a equipe nas escavações perto da cidade de Mantova, norte do país.

“Não foi descoberto um enterro de casal do período Neolítico, muito menos duas pessoas se abraçando — e ambos estão realmente se abraçando”.[…]…
Veja a notícia Referências.

Referências

Brandão, Junito. Mitologia grega. Vol. 1. Petrópolis. Ed. Vozes. 1993.
Terzis, A. O Simbolismo na Mitologia Grega, Disciplina da Pós Graduação em Psicologia Clínica – PUCCAMP, 2000.
Notícia do casal:http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/fev/06/336.htm

Mulheres, Depressão,George

novembro 14, 2006

http://www.clooneyfiles.com/media/index.shtml – wall paper

Depressão – seu nome é Mulher? Certamente não!!
Infelizmente nós, mulheres, estamos em um momento de mutação da humanidade. Não são ‘nossas mudanças de humor’, ou ‘la donna é mobile’, rsrs.
As mulheres são ‘tarefeiras e cuidadoras’, segundo Mary Garcia Castro,importante pesquisadora da UNESCO(ENGENDRANDO PODERES EM TEMPOS NEO LIBERAIS NA AMÉRICA LATINA FEMINISMOS E FEMINISMOS. REFLEXÕES À ESQUERDA, Salvador, 1998, xérox)
Quando alguém vem me falar que está cansada, eu costumo dizer esta frase. Toca a todas as mulheres com quem eu tenho conversado.
É difícil curar este comportamento, que é já tão estruturado na família e sociedade…
As vezes adianta um grito de alerta, as vezes pode despertar um lado sadio.
Pare de fazer mais do que a sua parte, pare de buscar agradar a outra pessoa, SEJA VOCÊ MESMA! Se não gostou, diga na hora. Quando se pegar salvando alguém (releia o post de Manipulação) tenha uma conversa sincera consigo mesma para ver onde isto vai te levar.

A gente pode esquecer do que gosta… pode achar que a vida não tem mais graça… talvez demore até muitos anos, mas ninguém escapa ilesa de postergar seus desejos, seus ‘NÃOS’ esquecidos na cozinha, no quarto, na sala de estar, no carro.

Garota, comece a praticar desde já o relacionamento de igualdade. Não se permita esperar horas a fio por aquele telefonema, pelo ‘Vamos namorar?’. Viva a sua vida, que uma hora você topa com uma pessoa que vai compreender você, suas necessidades, e vai gostar de você assim mesmo. Se já tem um(a) parceiro(a), não se renda a sedução de ser ‘gueisha’. Comece devagarzinho a mostrar-se mais, a valorizar-se.
Sei que hoje as meninas estão mais autoconfiantes, mas existem ainda meninas preparadas para serem ‘perfeitas’ para o casamento.
Este tipo de casamento em que a mulher se anula não é para existir mais, na sua idade.
Sim, eu sei que existem senhoras felizes … Isto porque têm a recíproca por parte do marido, ou seja, os esposos tratam-nas como querem ser tratadas. Encontraram o equilíbrio no casamento, e por isto aconselham às jovens a que casem.
Existem também senhoras infelizes, enlutadas por maridos que as amaram tanto que elas ficam com o coração partido com esta perda… Há também mulheres mal sucedidas em seus casamentos, e que tiveram de separar-se contra a vontade (e hoje dão graças… ou lamentam ainda…). Estou entrando no assunto casamento porque é ainda o sonho de grande parte das garotas. No entanto, o assunto é outro. É você, mulher, ‘fazer demais’: por uma relação, por um trabalho, na ânsia de ‘agradar’ e/ou ‘ser perfeita’.
A mulher hoje precisa optar por um caminho em que se sinta satisfeita, sendo capaz sem ser ‘perfeita’, sendo agradável sem ser ‘ tão boazinha’, sendo esperta sem ser ‘manipuladora’, sendo atraente sem ser ‘sedutora’, sendo competitiva sem ‘ser ríspida’, sabendo dialogar de igual por igual, apesar das diferenças.
Os tempos mudam ràpidamente, e esta era de transformação pede que ajeitemo-nos dentro das nossas possibilidades, sem sofrer demais. Perder, quem não perde? Mas perder o ânimo, JAMAIS! Nada vale a perda de energia, pois ela se chama ‘depressão’. Essa energia que se esvai é o élam vital, e não existe nada de paranormal nisto.

Quando a pessoa se exige muito, ela faz muito, e aí vale para ambos os sexos.

Educada (ainda) para atender a expectativas emocionais dos outros ea mulher se atrapalha. Altera sua química e então vai precisar de atendimento. Se não for logo ao médico, pode desenvolver doenças mais sérias.
Sei também que pessoas e inclusive psicólogos (as) acham que depressão não precisa se apoiar em medicamentos. Em uma primeira vez, acredito sim. Só a psicoterapia pode resolver, se a pessoa tiver um bom histórico de vida. Mas se for recorrente, e/ou se for (como é na maior parte dos casos) também somática (envolvendo partes do corpo, como doenças de pele, dores, pressão alta, colesterol alto, diabete, tiroidite, e outras), e/ou vier acompanhada de medos e crises de pânico, o(a) profissional tem que ser efetivo! Mas tem que tratar das suas crenças sim!

O fazer e fazer, uma cobrança interna de atender padrões alto, ocorre ‘em nome do amor’? Uma forma de amar que nos leva a doação incondicional? Idealistas e sonhadoras, criativas, maravilhosas mulheres… românticas e fofas! Até quando ficaremos olhando para estes lindos artistas fazendo o papel da Gatas Borralheiras?

Parafraseando o  talentoso George Clooney acima, ‘good luck and good night’! ‘Boa sorte e boa noite’ .

Mais informações sobre o assunto

Apresentação

dezembro 3, 2002

Muda-se a cada instante
Muda – aquilo que se planta
Muda – o ato de alguém se plantar?

PERCURSO

Nasci em Rio Claro, SP, e desde o início da infancia interessei-me por artes e humanidades. O maior objetivo de meus pais era proporcionar-me uma educação forte que me proporcionaria o desenvolvimento da mentecientífica. Aprendia fácilmente os conceitos o que fez com que a aprendizagem fosse muitas vezes além da minha capacidade emocional. Estudei o primeiro ano primário em uma Escola Básica Estadual na Praia Grande, 1955. Foi fácil minha adaptação a um grupo de crianças vindas de lares de poucos recursos. Daí surgiu minha formação em Cidadania e Inclusão Social, que acompanhou-me durante toda minha vida estudantil e profissional (vide Lattes, estágios e dissertação). Em 1956 fomos para Cachoeira de Emas, Pirassununga, SP. Este local próximo a natureza e repleto de crianças intensificou minha capacidade de adaptação, onde convivia com crianças que mostravam desde falta de recursos intelectuais até extremama inteligência, e oriundas de diversos lares, já que o Grupo Escolar congregava alunos(as) tanto da Cachoeira como da Escola de Cadetes de Pirassununga. Esta experiência encontra-se estampada na escolha do tema de dissertação do Curso de Especialização em Psicologia Clínica (vide lattes, especialização – PUC-Campinas). Em 1957 encontrava-me nas férias escolares, preparando-me para o 4º ano quando meus pais decidiram investir na minha carreira, e rápidamente mudamo-nos para Piracicaba, SP, e fui matriculada no Instituto de Educação Sud Mennucci, que se encontrava em excelente posição na lista das melhroes escolas do Brasil. Em Piracicaba conheci meninas de famílias tradicionais, que se tornaram minhas amigas. Tive ajuda particulares de uma amiga em aritmética, pois não tinha ainda estudado um tópico que tinha sido dado no 3º ano primário do Sud Mennucci.Tornei-me logo aluna acima da média, e sentia-me piracicabana. A felicidade com as colegas e estudos foi parte dos motivos que me levaram posteriormente a trabalhar nesta cidade (vida lattes: Docência e Psicologia Clínica). No ginásio foi notória minha dificuldade com matemática. Cheguei a ter aulas particulares, e após consegui entender melhor os conceitos. Esta dificuldade intensificou meu desejo de seguir as áreas de artes e humanidades. Assim que me formei (1964) mudamo-nos para Rio Claro para ficarmos perto da família. Esta mudança intelectual provocou um período pobre em disciplina. O Colégio Joaquim Ribeiro era muito fraco, em comparação com o Sud Mennucci. Entretanto este fato serviu para desenvolver meu talento para literatura e idiomas, cuja base já tinha tido em profundidade em Piracicaba, e que até então estava aguardando o momento para surgir. As atividades intensas em teatro, música, jograis e composições levaram-me a umd esenvolvimento emocional integrador em personalidade e relacionamento. A necessidade de interagir com a praxis creativa culminaram com a formação como atleta em voleibol, que foi responsável por desenvolver a habilidade de equipe e a autoconfiança. Esta prática mais tarde levou-me a ser bailarina e desenvolver estudos na área de expressãoc orporal, movimento e dança (vida Lattes: Artigos em Anais – O Movimento Como Metáfora).
Em 1967 fui convidada a participar da maratona Euclidiana de S. José do Rio Pardo, a qual me conferiu uma importante distinção e aprimorou meu desejo de reconhecimento científico e pessoal (vida Lattes: Prêmios). Como toda jovem dos anos 60 vivia um momento e intensa turbulência intelectual.
Durante este ano foi intenso o preparo também para o vestibular, em física e matemática. Tinha facilidade em aprender e muitas vezes esta facilidade levou-me a diversos caminhos no campos da psicologia, tais como social, educação (presencial e a distancia), hospitalar, comunitária, jurídica, organizacional, tornando-me uma profissional de formação diversifica e multidisciplinar.

GRADUAÇÃO

Quando entrei para a PUC-Campinas (1968) os exames constavam de Biologia, Física, Matemática, Portugues e um idioma, mais os testes psicotécnicos. Passei em 16º lugar, de 29 estudantes aprovados. Na segunda convocação passaram mais 15, e iniciou-se a 4a. turma de psicologia da faculdade.
Durante o rpimeiro ano participei da pesquisa de sociologia sob a supervisão do Prof. da disciplina, prof. Trujillo Neto. ‘Consciência de Classe’, com o objetivo de verificar se as pessoas dos vários níveis sociais possuiam um entendimento da classe social a qual pertenciam. Foi meu primeiro contato com a pesquisa quantitativa. No segundo ano fui levantadora de dados para a pesquisa da prof. Elisabete Dória Bilac, socióloga: ‘Levantamento de Dados sobre a Pesquisa Científica e Tecnológica no Estado de São Paulo’, com apoio. Em 1969 – 70 fui monitora de Psicologia Experimental I e II para prof. Sérgio Goldenberg. Ainda em 1970 participei do Recenseamento do Brasil, como pesquisadora. Para as diversas matérias eram exigidos estágios. No 4º ano realizamos uma pesquisa: ‘Condicionamento e extinção de uma Neurose Experimental em Ratos Albinos Brancos Machos’ para a disciplina de Psicologia Experimental III. Estas experiências de pesquisa foram importantes no desenvolvimento do meu interesse em carreira universitária e pesquisas, e na Análise Funcional do Comportamento.

INÍCIO DA VIDA PROFISSIONAL E RELAÇÃO COM AS ATIVIDADES ATUAIS

Embora tenha sido convidada para ser monitora de Psicomotricidade na Puc-Campinas, optei por motivos pessoais, em entrar direto no mercado de trabalho, aceitando aulas que me foram oferecidas em Bauru(Lattes – Atuação Docente – FAFIL – 1973). Lecionei meio ano e foi uma experiência muito gratificante,devido a resposta positiva por parte dos estudantes. Deixei as aulas por motivos pessoais, que me impediam de viajar semanalmente. Esta experiência foi imprescindível por ter lecionado disciplinas difíceis para uma recém formada, tais como Metodologia Científica, Psicologia do Desenvolvimento e Psicologia Experimental (Gestalt Clássica). Em 1974 houve alguns acontecimentos marcantes para meus estudos. Cursei Dancetherapy, realizada particularmente por Varda Dascal, Psicóloga, e Marcelo Dascal (professor na Unicamp em Psicolinguística e depois da Universidade de Telaviv). Era uma novidade científica e muito importante na compreensão da linguagem não verbal e processo terapeutico através do movimento, abordagem psicanalítica. Ao mesmo tempo entrei para o mestrado em Psicologia Clínica na área comportamental, Puc-Campinas. Desenvolvimento da pesquisa: ‘Incidência da Síndrome de Disfunção Cerebral Mínima em Escolas de 1º grau da Prefeitura de Campinas’. Coletei os dados com duas estagiárias, hoje pós graduadas, de 80 crianças. Os computadores em 1977 não tinham aplicativos para pontuar meus dados, e não sabendo como agir nesta situação, parei a leitura dos dados. Tendo feito todos os créditos, recebi o título de Especialista em Psicologia Clínica, área Modificação de Comportamento, PUC-Campinas, 1977.
Desde 1974 era solicitada para atuar como professora substituta em algumas disciplinas nesta universidade. Em 1978 assumi as aulas de Ética Profissional do Psicólogo, e de Psicologia Geral para o Curso de Filosofia, onde fiquei até 1979.
Nesta época já tinha também o título de Analista Transacional pela (ALAT) Associação Latinoamericana de Analisis Transaccional, como especialização em psicoterapia.Em 1985 terminei a formação como didata pela UNA-AT (Associação Brasileira) e ALAT, e fiz a especialização até Teacher Member também pela ITAA (International Transactional Analysis Association – 1988). De 1977 (quando terminei a especialização em Psicologia Clínica na Puc-Campinas) até 2001 (quando fui vice presidente da UNAT- antiga UNA-AT) estive muito envolvida na apresentação de trabalhos, exames de qualificação para membros clínicos e didatas e eventos das associações. Atualmente dedico-me nesta área ao auxílio a organização de eventos e cursos de introdução e aprofundamento. Eventualmente auxilio na organização de eventos científicos em psicologia.
Em 1998 entrei para um segundo e definitivo mestrado strictu sensu, já que não consegui passar os dados para computador em 1977. Quis estendeu meu aprofundamento profissional para a área psicanalítica e tive a honra de defender sob a orientação de Dra. Regina Maria Leme L. Carvalho,com bolsa CAPES-DS. Nunca tive época tão produtiva pessoal e profissionalmente. Transformei-me dia a dia no contato com os(as) professores, a maioria de meu tempo, pessoal qualificado muito simpático e receptivo. Conviver com jovens foi fundamental para a renovação que estava precisando. Minhas colegas algumas começando, outras da minha idade, eram pessoas generosas e gostavam de compartilhar conhecimentos e vida! Em 2000 apresentei a dissertação ‘Experiências de Um grupo de Mulheres na Cidadania’, um trabalho moderno, que mostra a psicologia como recurso na inclusão social e crescimento pessoal.

PROCEDIMENTOS

Iniciei a carreira clínica ainda na faculdade, como estagiária em psicomotricidade e orientação de pais na faculdade e no Centro de Psicologia com minhas supervisoras da faculdade Maria Virgínia da Souza Coelho e Diana Tosello Laloni.Sai de lá no final do curso,por iniciativa da clínica em diminuir os estágios e fui convidada para ser monitora de psicomotricidade pela prof. Maria Virgínia.

Durante o tempo de mestrado em Psicologia Clínica (1974-1977) trabalhei como psicóloga voluntária no Ambulatório de Neuropediatria da Faculdade de Medicina na Unicamp, a convite de dr. Nubor Orlando Facure, onde atendia crianças com problemas neurológicos e de aprendizagem, e respectivas mães. Este contato com médicos e pacientes auxiliou-me a definir a neuropsicologia como uma de minhas áreas de interesse, e auxiliou-me a montar o projeto da dissertação. Esta área continuou a ser trabalhada em grupos de Expressão Corporal e Dancetherapy, em academias, hospitais psiquiátricos, grupos comunitários (juntamente com análise transacional para desenvolvimento da auto estima e autonomia homem-mulher), e organizações (coaching). Como as mudanças esperadas são mentais, está sempre presente o trabalho com cognição.
Atualmente ando voltada a educação emocional e alimentar, autonomia, onde esteja clara a relação mente – corpo – emoções – cultura
Assim, vc. conhece minha trajetória. Deixe seu comentário no meu blog, relativo a cada artigo.

NOTA: Para ver meu currículo completo, procure a Plataforma Lattes. Quando encontrar busque currículos e insira a busca por nome: Noeliza B. S. Lima

Para entrar em contato sobre cursos, workshops e palestras, emeie

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