Uma mulher inesquecível

abril 13, 2012

Psychology History.

Clique aqui para ler

Um artigo que leva a reflexão . Mostra como o machismo aprendido interfere na utilização do poder pela mulher. Sem dúvida a mulher pode ser colaboradora, e também vítima. Discordo da autora, devido à critica ao movimento feminista, parece que não tem conhecimento apropriado do assunto.Todas as pessoas têm dois caminhos a serem escolhidos. O da banalização e o da evolução. Nem todos temos acesso a informação, de forma que neste caso as mulheres são vítimas sim. Sem ajuda e educação, como ter acesso as informações que as mais ‘letradas’ têm? Para isto existem os Centros de Apôio a Mulher. As mulheres mais informadas podem ou não exercer este tipo de controle machista, e isto vai depender de sua história pessoal (ou seja – psicologia nela!).

Existe sim rivalidade entre mulheres, feministas ou não. As pessoas no geral tendem a viver papéis, e isto é psicológico e social, na medida em que  estão inseridas em uma cultura. Do ponto de vista psicológico as manipulações e jogos de poder pertencem a ambos os sexos e todos os gêneros.

Aproveito para indicar: The Other Side of Power, de Claude Steiner http://claudesteiner.com. Talvez possa  ser salvo mediante download, gratuitamente. Ou vc. busca nas livrarias (sebo virtual): ‘Do Outro Lado do Poder’.

Revista Tesseract

ISSN 1519-2415

Edição Especial 2004

NOELIZA LIMA

A auto-estima é um assunto que demanda estudos e pesquisas, visto que nas várias práticas, e não só da psicologia, observam-se que pessoas com baixa auto-estima tendem a desenvolver mais facilmente transtornos psicológicos e físicos. Esta relação já é bem definida por especialistas na área psicossomática. Da mesma forma, ao desenvolver sua auto-estima, esta mesma pessoa adquire maiores possibilidades de atuação em qualquer área, ampliando sobremaneira seu círculo de relações.

A discriminação é fator preponderante no desenvolvimento do auto conceito. Em nossa sociedade, pessoas diferentes do usual são isoladas, e isto provoca ou reforça uma visão pobre de si mesmo.

Um sistema, ao privilegiar determinada raça, posição econômica, idade, aparência, sexo e gênero, etc., estabelece parâmetros que vão contra os direitos humanos e a possibilidade de crescimento individual e social.

Este artigo pretende enfocar a auto-estima como um viés do gênero, assim como sua relação com o roteiro de vida da mulher. Ao enfocar as relações de gênero, pretende-se também enfatizar a necessidade da psicologia emprestar seu olhar a esta questão.

Ao estabelecer a igualdade na diversidade, por coerência, os substantivos e adjetivos que estão no masculino – independem de sexo e/ou gênero. O estudo do caso foi feito acerca de um casal heterossexual, (assim como a música infantil).

Segundo Flax (1995), a relação entre homem e mulher é assimétrica. A questão da assimetria remete à questão do gênero, que significa a diferença de justiça, direitos e principalmente qualificação da mulher em relação ao homem, diferença esta criada a partir da instalação do patriarcado e mantida pela sociedade. Podemos dizer que repete a relação dialética de Hegel (Coreth, 1973), em que um é o Senhor e o outro o Escravo. Um não reconhece o outro em sua forma pessoal de sabedoria, em sua forma de ser no mundo.

Para se entender gênero é necessário que se distinga sexo de gênero.

Sexo é o componente genético anatômico e funcional, que estabelece a diferença entre homem e mulher. Gênero é a configuração histórica, social e política que distingue o homem da mulher, e a forma como esse contexto é elaborado psicologicamente pelas pessoas. Refere-se aos papéis instituídos socialmente para o homem e para a mulher e por eles desenvolvidos ao longo da vida.

Quando discutimos a função reprodutora da mulher, estamos discutindo tanto sexo (porque se refere às possibilidades fisiológicas do sexo feminino), como gênero (porque se refere ao papel de mãe estipulado pela cultura e sociedade, e a forma como esta mãe lida com este conceito). Este é o discurso concreto do gênero, que se reveste de um significado de reparação e reconstrução da identidade feminina. O discurso psíquico ou latente (encoberto) é de que a mulher propicia o aumento de poder do homem, ao abdicar de suas possibilidades enquanto ser que se constrói. Considera o homem o depositário de suas demandas, o herói de seus sonhos, o cavaleiro andante que irá resgatá-la de uma vida passiva e sem sentido (Holanda, 1992). Coloca todas as possibilidades de reforçamento na figura masculina. E mesmo que tenha outras atividades não as faz com a mesma paixão com que se dedica ao homem. A necessidade de concretização do sonho amoroso pode então levar a mulher a se esquecer de si mesma.
Exemplo: trecho de uma reunião de grupo de reflexão para mulheres. Os nomes são fantasia.

“Rosa diz que não suporta mulheres que gastam com compra de roupas. Ao ser questionada por Mimosa, justifica dizendo que sua opção política é contrária ao capitalismo, cujo principal designativo é o consumismo exacerbado.”

Trata-se aparentemente de uma questão de valores. Isto é o aparente. Entretanto, qual seria o ‘encoberto’, ou latente, que leva uma pessoa a sentir raiva de outra que compra?

Em sua história de vida, Rosa foi continuamente excluída de várias atividades escolares e sociais. Questionava as regras vigentes, desde a forma com que se atribui uma nota no ginásio, até como se vestir para um acontecimento social. Atualmente vive com um homem (Cravo) há dois anos, sem contrato assinado. Umas de suas queixas é a falta de erotismo na relação.

Falando marciano (Berne, 1974), ou seja, lendo o latente de forma intuitiva e criativa, o (a) analista percebe que Rosa manifestou, desde o início, uma postura rebelde. Na primeira infância, até onde se sabe é que se sentia só e sem carinho. Sua relação com o pai era difícil, mas não foi possível obter mais dados sobre isso. Segundo Maslow (1987), Rosa se encontra em busca de segurança, necessidades sentidas pelos adultos durante emergências, e períodos de desorganização na estrutura social (crises monetárias, violência social, etc.). Estas necessidades são sentidas mais freqüentemente por pessoas que, quando crianças, experimentaram insegurança resultante de abandono ou perda de afeto.

Continuando esta reflexão pela análise do roteiro de Rosa (Berne, 1974) há que se esclarecer alguns pontos referentes a esta análise.
Roteiro de Vida ou Script é um conceito da Análise Transacional, método psicodinâmico criado por Eric Berne. Significa que por meio da forma em que a criança se sente perante pais e figuras importantes, adquire uma visão não realista acerca de si mesma. Se isto não for reavaliado no discurso real, a pessoa estará sempre seguindo papéis aprendidos com o objetivo de sanar situações temidas. Para justificar seu estilo de vida ‘mágico’, a pessoa utiliza suas defesas (Klein, 1975). O script individual sofre influências histórico – culturais, e familiares.
Uma mulher com roteiro psicológico de Chapeuzinho Vermelho, evita homens protetores (como o lenhador da história), buscando homens interessantes (Lobo Mau), ou sejam, aqueles que trazem agonia e êxtase.
Seguindo este raciocínio, muitas mulheres encontram bons companheiros, e pela aprendizagem da baixa auto-estima, atuam no relacionamento de forma a convidar o homem a se tornar um ‘parceiro’ de roteiro, ou seja, a exercer papéis complementares (Caracushansky, 1982), comprovando situações temidas pela mulher, fantasias que vivencia ao longo de seu crescimento (a confirmação de que é má, de que não nasceu para viver junto com o(a) parceiro(a), que não é interessante, etc).
O homem também, ao colocar seu roteiro em curso, mesmo se casando com uma princesa pode enviar mensagens subliminares de forma a convidá-la a ser uma ‘madrasta de Branca de Neve’, um outro exemplo de confirmação de roteiro.
Isto leva a expectativas frustradas por parte da mulher e do homem.

Mudar o roteiro é possível desde que a mulher rejeite o papel cultural a ela imposto. Na maioria dos casos a mulher não tem consciência do quanto é forte o condicionamento cultural, acreditando-se muitas vezes com ‘má sorte’, culpando parceiros, exagerando a parte psicológica.

Duas pessoas que vivem juntas têm a mesma responsabilidade no estabelecimento da relação. Então imagine se Rosa e Cravo têm roteiros complementares. Rosa, querendo resolver uma situação de abandono, e Cravo, querendo vingar-se (não conscientemente) dos maus tratos em infância. Rosa projeta em Cravo a expectativa do abandono, e Cravo projeta em Rosa a figura de uma mulher raivosa e infeliz. Ambos não se sentem inseguros um em relação ao outro, têm dificuldades em confiar, suspeitam de não serem amados, e tudo o mais que estas fantasias infantis trazem. Se alguma expectativa catastrófica importante é confirmada, como a entrada de outra pessoa na relação (pode ser até a sogra), ambos os parceiros se sentem ressentidos e abandonados.

A história cultural de submissão feminina, a expectativa de que a mulher seja (como tem sido através dos séculos) a ‘cuidadora, a santa, a tarefeira’, faz com que na maior parte das vezes ela se sinta humilhada.

Segundo o exemplo do casal, se Rosa superprotege o marido, o faz em virtude das manipulações de que é vítima, das exigências sociais introjetadas, e por medo de perdê-lo. Cravo também é vítima de uma história cultural que o coloca como superpessoa, dono da verdade, e sem poder expressar seus sentimentos ( para ele – sinônimo de debilidade), entre outras características de gênero. Além disto tem seus receios e fantasias infantis introjetadas. Ao ver a esposa como sua mãe, tem dificuldades em tratá-la como fêmea, auxiliando na falta de erotismo da relação. Não expressa suas dificuldades perante a necessidade de maior sensualidade da mulher e os sentimentos de menos valia que isto lhe acarreta. Teme tanto a crítica da esposa–mãe, quanto a crítica social introjetada.

Parece claro que as velhas questões de moral merecem ser questionadas em favor da auto-estima, visto que a mesma exige um posicionamento de confronto consigo mesmo, do que se busca e do que é ensinado.

Considera-se pertinente refletir se estará a psicologia pronta para lidar também com a configuração histórica à qual a configuração psíquica se remete.
Segundo Lima, (2000), a leitura psicológica da questão de gênero é nova e pouco consultada por psicólogos, e interfere em todas as áreas em que a psicologia atua, visto que é uma questão histórica, cultural, social e política.
Segundo Boyd (1996), a ciência deve ser questionada quando o momento assim o exige, visto que a ciência foi criada pelo homem e portanto ao ser humano se deve remeter.
No momento em que o psicólogo, cujo compromisso é com a qualidade de vida dos ser humano, se defronta com danos causados por uma sociedade regredida no assunto do valor do cidadão, deve proceder ao seu trabalho de agente transformador, com consciência, ética e eficiência.
Novas formas de relações afetivas estão se formando, a maioria quebrando valores e trazendo novos ganhos e novos enfrentamentos. O grupo social mais conservador aceita aos ‘trancos e barrancos’ esta mudança, não sem culpar os novos paradigmas de pensamento. Nossas crianças ainda são criadas para a orientação heterossexual. Aquelas que sentem dentro de si uma orientação diferente deixam os pais e seu círculo mais chegado atônitos, por não saberem o que fazer. Buscam mudar os(as) filhos(as) como se fosse uma questão de aprendizagem. Poucos, mais sábios e confiantes, deixam que a criança cresça do seu jeito, acreditando que a livre opção deve ser incentivada, em todos os campos.
Isto reflete uma possibilidade de evolução social, sugerindo que somente através da verdade interna de cada um, e do diálogo psicologia – sociedade, poderemos efetivamente auxiliar neste momento transformador.

BIBLIOGRAFIA

BERNE, E., Qué dice usted después de decir ‘hola’?, La Psicologia del Destino Humano,

B. Ayres, Ediciones Grijalbo, 5ª, 1974.

BOYD, C., Ciência e Análise Transacional, In Revista Brasileira de Análise

Transacional, REBAT, editora da UNAT, ano VI, nº 1, ISSN: 1517-8668, 1996,

CARACUSHANSKY, S., Mitanálise, 1982, mimeo.

FLAX, J., Psicoanálisis y Feminismo, Pensamientos Fragmentários, Madrid, Ediciones

Cátedra.,1995.

HOLANDA, H. (Org.), Y Nosotras Latinoamericanas? Estudos Sobre Gênero e Raça,

São Paulo, Fund. Memorial da América Latina, 1992.

KLEIN, M., RIVIERE, J. Amor, Ódio e Reparação, São Paulo, Imago, 1975.

LIMA, N. Experiências de um Grupo de Mulheres na Luta pela Cidadania, dissertação, PUC-Campinas,

2000. Orient. Prof. Regina M.L.L.Carvalho. Resumo disponível em arquivo, nesta revista.

______Women Rights: Berne’s Groups Dynamic [trabalho apresentado. In: ITAA August Conference, San Francisco, 1999]. Programa Disponível on line [http://www.itaa-net.org]
MASLOW, A ., FRAGER, R., FADIMAN, J., Motivation and Personality, Addison – Wesley Pub Co; London, 1987, 3ª ed.

Noeliza Lima é psicóloga, CRP 6/505, Mestre em Psicologia Clínica (PUCCAMP). Didata em Análise Transacional. Facilitadora de grupos em Auto-estima, Gênero, Motivação e Desenvolvimento de talentos. Professora Universitária.
https://andaluzia.wordpress.com

Publicado originalmente na
Edição 7 – Janeiro 2003

Será que ele vira príncipe?

setembro 27, 2007

MARIA EMÍLIA LINO DA SILVA – escritora, psicóloga, PHd, vivendo em Paraty, mistura nesta foto poesia, prosa e psicologia. Esta estátua está em Guajanato. MX. Parece que o nome se refere a ‘serra dos sapos’, daí a idéia! Uma brincadeira que faço referente as ligações amorosas.

 

Tenho aprendido que a mulher ainda cede parte de sua personalidade ao querer agradar alguém, que existem ligações gratificantes, que é necessário que as pessoas se informem mais e se posicionem em suas relações amorosas.

A palestra: Clique para ler

 

Palestra relizada a convite do GEA – Grupos de Encontro Sobre o Amor – Diretor Dr. Joaquim Motta / Sueli Castro (Org). http://www.blove.med.br/gea.php

O Senhor dos Nós

janeiro 29, 2007

Ref.= http://www.2regiao.apac.org.br/pesquise/nos/nos.html%5D

Segundo Brandão (1993), Hefhaistos ou Hefestos, foi gerado só por Hera, em desafio a seu esposo Zeus. Ressentida contra o esposo, talvez transferindo este ressentimento para o filho, assim que este nasceu jogou-o montanha abaixo. Ao por – do – sol, Hefestos caiu na Ilha de Lemnos, onde foi recolhido por seus habitantes, mas ficou aleijado, mancando de ambas as pernas. Amparado por seus parentes adotivos e criado numa caverna bastante profunda, o deus fez sua aprendizagem de vida trabalhando o ferro, o bronze e os metais preciosos, tornando-se o mais engenhoso dos filhos do céu ( Terzis, 2000).

Não conseguindo superar as condições de seu nascimento, e para vingar-se de sua mãe, enviou-lhe um trono de ouro, delicadamente trabalhado. Hera ficou maravilhada. Ao sentar-se, porém, ficou presa, sem que nenhum dos deuses conseguisse libertá-la, porque só o ourives divino conhecia o segredo de atar e desatar. Com isto, ficou conhecido como o Senhor dos Nós. ( a ser comentado em próximo post)

Em outra versão popular do mito, foi Zeus que jogou Hefestos montanha abaixo. Ao considerar esta versão, o trono dos nós seria uma forma de guardar a mãe Hera para si, uma forma arcaica de se vincular à mãe, ou seja, a indiferenciação afetiva com a mãe.

Trono de amor e de ódio
Laços de crescimento, sendo de estímulo e sustentação
E
Laços que prendem, de estagnação e involução?

Esqueletos de casal são encontrados em eterno abraço

ROMA (Reuters) – Pode chamar de abraço eterno. Arqueólogos na Itália descobriram um casal abraçado enterrado entre 5.000 e 6.000 anos atrás.

“É um caso extraordinário”, disse Elena Menotti, que liderou a equipe nas escavações perto da cidade de Mantova, norte do país.

“Não foi descoberto um enterro de casal do período Neolítico, muito menos duas pessoas se abraçando — e ambos estão realmente se abraçando”.[…]…
Veja a notícia Referências.

Referências

Brandão, Junito. Mitologia grega. Vol. 1. Petrópolis. Ed. Vozes. 1993.
Terzis, A. O Simbolismo na Mitologia Grega, Disciplina da Pós Graduação em Psicologia Clínica – PUCCAMP, 2000.
Notícia do casal:http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/fev/06/336.htm

Apresentação

dezembro 3, 2002

Muda-se a cada instante
Muda – aquilo que se planta
Muda – o ato de alguém se plantar?

PERCURSO

Nasci em Rio Claro, SP, e desde o início da infancia interessei-me por artes e humanidades. O maior objetivo de meus pais era proporcionar-me uma educação forte que me proporcionaria o desenvolvimento da mentecientífica. Aprendia fácilmente os conceitos o que fez com que a aprendizagem fosse muitas vezes além da minha capacidade emocional. Estudei o primeiro ano primário em uma Escola Básica Estadual na Praia Grande, 1955. Foi fácil minha adaptação a um grupo de crianças vindas de lares de poucos recursos. Daí surgiu minha formação em Cidadania e Inclusão Social, que acompanhou-me durante toda minha vida estudantil e profissional (vide Lattes, estágios e dissertação). Em 1956 fomos para Cachoeira de Emas, Pirassununga, SP. Este local próximo a natureza e repleto de crianças intensificou minha capacidade de adaptação, onde convivia com crianças que mostravam desde falta de recursos intelectuais até extremama inteligência, e oriundas de diversos lares, já que o Grupo Escolar congregava alunos(as) tanto da Cachoeira como da Escola de Cadetes de Pirassununga. Esta experiência encontra-se estampada na escolha do tema de dissertação do Curso de Especialização em Psicologia Clínica (vide lattes, especialização – PUC-Campinas). Em 1957 encontrava-me nas férias escolares, preparando-me para o 4º ano quando meus pais decidiram investir na minha carreira, e rápidamente mudamo-nos para Piracicaba, SP, e fui matriculada no Instituto de Educação Sud Mennucci, que se encontrava em excelente posição na lista das melhroes escolas do Brasil. Em Piracicaba conheci meninas de famílias tradicionais, que se tornaram minhas amigas. Tive ajuda particulares de uma amiga em aritmética, pois não tinha ainda estudado um tópico que tinha sido dado no 3º ano primário do Sud Mennucci.Tornei-me logo aluna acima da média, e sentia-me piracicabana. A felicidade com as colegas e estudos foi parte dos motivos que me levaram posteriormente a trabalhar nesta cidade (vida lattes: Docência e Psicologia Clínica). No ginásio foi notória minha dificuldade com matemática. Cheguei a ter aulas particulares, e após consegui entender melhor os conceitos. Esta dificuldade intensificou meu desejo de seguir as áreas de artes e humanidades. Assim que me formei (1964) mudamo-nos para Rio Claro para ficarmos perto da família. Esta mudança intelectual provocou um período pobre em disciplina. O Colégio Joaquim Ribeiro era muito fraco, em comparação com o Sud Mennucci. Entretanto este fato serviu para desenvolver meu talento para literatura e idiomas, cuja base já tinha tido em profundidade em Piracicaba, e que até então estava aguardando o momento para surgir. As atividades intensas em teatro, música, jograis e composições levaram-me a umd esenvolvimento emocional integrador em personalidade e relacionamento. A necessidade de interagir com a praxis creativa culminaram com a formação como atleta em voleibol, que foi responsável por desenvolver a habilidade de equipe e a autoconfiança. Esta prática mais tarde levou-me a ser bailarina e desenvolver estudos na área de expressãoc orporal, movimento e dança (vida Lattes: Artigos em Anais – O Movimento Como Metáfora).
Em 1967 fui convidada a participar da maratona Euclidiana de S. José do Rio Pardo, a qual me conferiu uma importante distinção e aprimorou meu desejo de reconhecimento científico e pessoal (vida Lattes: Prêmios). Como toda jovem dos anos 60 vivia um momento e intensa turbulência intelectual.
Durante este ano foi intenso o preparo também para o vestibular, em física e matemática. Tinha facilidade em aprender e muitas vezes esta facilidade levou-me a diversos caminhos no campos da psicologia, tais como social, educação (presencial e a distancia), hospitalar, comunitária, jurídica, organizacional, tornando-me uma profissional de formação diversifica e multidisciplinar.

GRADUAÇÃO

Quando entrei para a PUC-Campinas (1968) os exames constavam de Biologia, Física, Matemática, Portugues e um idioma, mais os testes psicotécnicos. Passei em 16º lugar, de 29 estudantes aprovados. Na segunda convocação passaram mais 15, e iniciou-se a 4a. turma de psicologia da faculdade.
Durante o rpimeiro ano participei da pesquisa de sociologia sob a supervisão do Prof. da disciplina, prof. Trujillo Neto. ‘Consciência de Classe’, com o objetivo de verificar se as pessoas dos vários níveis sociais possuiam um entendimento da classe social a qual pertenciam. Foi meu primeiro contato com a pesquisa quantitativa. No segundo ano fui levantadora de dados para a pesquisa da prof. Elisabete Dória Bilac, socióloga: ‘Levantamento de Dados sobre a Pesquisa Científica e Tecnológica no Estado de São Paulo’, com apoio. Em 1969 – 70 fui monitora de Psicologia Experimental I e II para prof. Sérgio Goldenberg. Ainda em 1970 participei do Recenseamento do Brasil, como pesquisadora. Para as diversas matérias eram exigidos estágios. No 4º ano realizamos uma pesquisa: ‘Condicionamento e extinção de uma Neurose Experimental em Ratos Albinos Brancos Machos’ para a disciplina de Psicologia Experimental III. Estas experiências de pesquisa foram importantes no desenvolvimento do meu interesse em carreira universitária e pesquisas, e na Análise Funcional do Comportamento.

INÍCIO DA VIDA PROFISSIONAL E RELAÇÃO COM AS ATIVIDADES ATUAIS

Embora tenha sido convidada para ser monitora de Psicomotricidade na Puc-Campinas, optei por motivos pessoais, em entrar direto no mercado de trabalho, aceitando aulas que me foram oferecidas em Bauru(Lattes – Atuação Docente – FAFIL – 1973). Lecionei meio ano e foi uma experiência muito gratificante,devido a resposta positiva por parte dos estudantes. Deixei as aulas por motivos pessoais, que me impediam de viajar semanalmente. Esta experiência foi imprescindível por ter lecionado disciplinas difíceis para uma recém formada, tais como Metodologia Científica, Psicologia do Desenvolvimento e Psicologia Experimental (Gestalt Clássica). Em 1974 houve alguns acontecimentos marcantes para meus estudos. Cursei Dancetherapy, realizada particularmente por Varda Dascal, Psicóloga, e Marcelo Dascal (professor na Unicamp em Psicolinguística e depois da Universidade de Telaviv). Era uma novidade científica e muito importante na compreensão da linguagem não verbal e processo terapeutico através do movimento, abordagem psicanalítica. Ao mesmo tempo entrei para o mestrado em Psicologia Clínica na área comportamental, Puc-Campinas. Desenvolvimento da pesquisa: ‘Incidência da Síndrome de Disfunção Cerebral Mínima em Escolas de 1º grau da Prefeitura de Campinas’. Coletei os dados com duas estagiárias, hoje pós graduadas, de 80 crianças. Os computadores em 1977 não tinham aplicativos para pontuar meus dados, e não sabendo como agir nesta situação, parei a leitura dos dados. Tendo feito todos os créditos, recebi o título de Especialista em Psicologia Clínica, área Modificação de Comportamento, PUC-Campinas, 1977.
Desde 1974 era solicitada para atuar como professora substituta em algumas disciplinas nesta universidade. Em 1978 assumi as aulas de Ética Profissional do Psicólogo, e de Psicologia Geral para o Curso de Filosofia, onde fiquei até 1979.
Nesta época já tinha também o título de Analista Transacional pela (ALAT) Associação Latinoamericana de Analisis Transaccional, como especialização em psicoterapia.Em 1985 terminei a formação como didata pela UNA-AT (Associação Brasileira) e ALAT, e fiz a especialização até Teacher Member também pela ITAA (International Transactional Analysis Association – 1988). De 1977 (quando terminei a especialização em Psicologia Clínica na Puc-Campinas) até 2001 (quando fui vice presidente da UNAT- antiga UNA-AT) estive muito envolvida na apresentação de trabalhos, exames de qualificação para membros clínicos e didatas e eventos das associações. Atualmente dedico-me nesta área ao auxílio a organização de eventos e cursos de introdução e aprofundamento. Eventualmente auxilio na organização de eventos científicos em psicologia.
Em 1998 entrei para um segundo e definitivo mestrado strictu sensu, já que não consegui passar os dados para computador em 1977. Quis estendeu meu aprofundamento profissional para a área psicanalítica e tive a honra de defender sob a orientação de Dra. Regina Maria Leme L. Carvalho,com bolsa CAPES-DS. Nunca tive época tão produtiva pessoal e profissionalmente. Transformei-me dia a dia no contato com os(as) professores, a maioria de meu tempo, pessoal qualificado muito simpático e receptivo. Conviver com jovens foi fundamental para a renovação que estava precisando. Minhas colegas algumas começando, outras da minha idade, eram pessoas generosas e gostavam de compartilhar conhecimentos e vida! Em 2000 apresentei a dissertação ‘Experiências de Um grupo de Mulheres na Cidadania’, um trabalho moderno, que mostra a psicologia como recurso na inclusão social e crescimento pessoal.

PROCEDIMENTOS

Iniciei a carreira clínica ainda na faculdade, como estagiária em psicomotricidade e orientação de pais na faculdade e no Centro de Psicologia com minhas supervisoras da faculdade Maria Virgínia da Souza Coelho e Diana Tosello Laloni.Sai de lá no final do curso,por iniciativa da clínica em diminuir os estágios e fui convidada para ser monitora de psicomotricidade pela prof. Maria Virgínia.

Durante o tempo de mestrado em Psicologia Clínica (1974-1977) trabalhei como psicóloga voluntária no Ambulatório de Neuropediatria da Faculdade de Medicina na Unicamp, a convite de dr. Nubor Orlando Facure, onde atendia crianças com problemas neurológicos e de aprendizagem, e respectivas mães. Este contato com médicos e pacientes auxiliou-me a definir a neuropsicologia como uma de minhas áreas de interesse, e auxiliou-me a montar o projeto da dissertação. Esta área continuou a ser trabalhada em grupos de Expressão Corporal e Dancetherapy, em academias, hospitais psiquiátricos, grupos comunitários (juntamente com análise transacional para desenvolvimento da auto estima e autonomia homem-mulher), e organizações (coaching). Como as mudanças esperadas são mentais, está sempre presente o trabalho com cognição.
Atualmente ando voltada a educação emocional e alimentar, autonomia, onde esteja clara a relação mente – corpo – emoções – cultura
Assim, vc. conhece minha trajetória. Deixe seu comentário no meu blog, relativo a cada artigo.

NOTA: Para ver meu currículo completo, procure a Plataforma Lattes. Quando encontrar busque currículos e insira a busca por nome: Noeliza B. S. Lima

Para entrar em contato sobre cursos, workshops e palestras, emeie

Genealogia

Nossas raízes

Aventuras em Evansville

Acontecimentos e relatos em Evansville e em todos Estados Unidos.

PSICOANALISIS MOEBIUS

Investigación y Formación en Psicoanálisis Freud Lacan

IntenseDebate - Official Blog

Just another WordPress.com weblog

WordPress.com em Português

Blog de Notícias da Comunidade WordPress.com

Joana d´Arc

Maiores poderes maiores responsabilidades

Lady B.

palavras | amor | cidade | arte | techlovebusiness [eunósvc]

Oriundi

Familia de Floriano Bianchini e Cezira Bellan Bianchini

WordPress.com

WordPress.com is the best place for your personal blog or business site.

Genealogia

Nossas raízes

Aventuras em Evansville

Acontecimentos e relatos em Evansville e em todos Estados Unidos.

PSICOANALISIS MOEBIUS

Investigación y Formación en Psicoanálisis Freud Lacan

IntenseDebate - Official Blog

Just another WordPress.com weblog

WordPress.com em Português

Blog de Notícias da Comunidade WordPress.com

Joana d´Arc

Maiores poderes maiores responsabilidades

Lady B.

palavras | amor | cidade | arte | techlovebusiness [eunósvc]

Oriundi

Familia de Floriano Bianchini e Cezira Bellan Bianchini

WordPress.com

WordPress.com is the best place for your personal blog or business site.

%d blogueiros gostam disto: