Está difícil a mulher representar a si mesma enquanto poder, sem um laivo da cultura machista. Assim como a criança precisa da rebeldia, no ato de crescer em grupo surge o poder, depois o comedimento e depois maturidade….

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Uma vida inquestionada não merece ser vivida Platão: Mulher e machismo: Ela é vítima ou colaboradora do sistema?.

Excelente artigo. Vale a pena.

Teoria da comunicacão

maio 28, 2013

Teoria da comunicacão.

Reflita e faça seus comentários, obrigada!

Desenvolvimento sustentável requer transformação também na ciência | Agência FAPESP :: Entrevistas.

A mulher tradicional e a mulher pós-moderna.

Este artigo enfoca a mulher e seus desejos. Honesto, obedece a reflexão do autor em torno da dualidade mulher santa / mulher pós modernidade. A posição da mulher – mãe poderia ser melhor colocada, há que se fazer uma diferenciação entre mulher santa e mulher do lar. Os três últimos parágrafos estão excelentes. Vale a pena.

O vídeo retrata o assunto melhor que minhas palavras.

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS.

Para cristalizar o conceito de gênero:

Simone de Beauvoir por mulheres contemporâneas

 

10encontro Feminista da Latino América e do Caribe – um álbum no Flickr.

Clique aqui para ler

Um artigo que leva a reflexão . Mostra como o machismo aprendido interfere na utilização do poder pela mulher. Sem dúvida a mulher pode ser colaboradora, e também vítima. Discordo da autora, devido à critica ao movimento feminista, parece que não tem conhecimento apropriado do assunto.Todas as pessoas têm dois caminhos a serem escolhidos. O da banalização e o da evolução. Nem todos temos acesso a informação, de forma que neste caso as mulheres são vítimas sim. Sem ajuda e educação, como ter acesso as informações que as mais ‘letradas’ têm? Para isto existem os Centros de Apôio a Mulher. As mulheres mais informadas podem ou não exercer este tipo de controle machista, e isto vai depender de sua história pessoal (ou seja – psicologia nela!).

Existe sim rivalidade entre mulheres, feministas ou não. As pessoas no geral tendem a viver papéis, e isto é psicológico e social, na medida em que  estão inseridas em uma cultura. Do ponto de vista psicológico as manipulações e jogos de poder pertencem a ambos os sexos e todos os gêneros.

Aproveito para indicar: The Other Side of Power, de Claude Steiner http://claudesteiner.com. Talvez possa  ser salvo mediante download, gratuitamente. Ou vc. busca nas livrarias (sebo virtual): ‘Do Outro Lado do Poder’.

Do blog de Márcia Frazão, psicóloga e escritora

Jorginho Guinle & Eu

Este artigo trata de fantasias contemporâneas, ao longo dos anos 50-60 acerca do encantado e decantado líder social.
Breve degustação:

Se há uma coisa que sempre me aborreceu nas histórias de fadas, é sem sombra de dúvida o papel secundário e enfadonho dos príncipes. Você já reparou que eles só aparecem no final da história? Já reparou como eles são bobões e arrumadinhos? E o beijo, então!? Você já viu beijo mais sem graça do que o do príncipe de história de fada?

marciafrazao.blogspot.com



Revista TESSERACT – ISSN 1519-2415

…[…]…É chegado o momento da visita ao oráculo,
o momento em que Deméter confronta Zeus.
É a hora de passar as demandas do privado para o público:
O tempo em que Perséfone vai visitar Deméter
e, juntas, preparam a colheita…[…]…
(Noeliza Lima, versos do poema Tempo Sem Tempo)


Este artigo fala da mulher atual, suas buscas e caminhos. Pretende-se apresentar o mito de Perséfone como a deusa criativa, sensível, intuitiva, cuidadora , características associadas a busca da mulher pós feminista, em seus espaços. Na introdução conta-se o mito de Perséfone, para logo mais revê-la na leitura de psicologia do gênero.

‘Ligada diretamente à fertilidade da terra cultivada, Deméter é uma antiquíssima deusa-mãe cuja origem deve remontar, no mínimo, ao Neolítico. […]. Em Homero, ela já aparece diretamente associada ao trigo (Il. 13.322).Para os gregos, ela era filha dos titãs Crono e Réia, nascida logo depois de Héstia, e portanto irmã de Zeus, Hera, Posídon e Hades. Deméter está associada principalmente à história do rapto de Perséfone. Certo dia, Hades se apaixonou pela jovem Perséfone e, com a conivência de Zeus raptou-a enquanto
brincava com as ninfas e levou-a para seu reino subterrâneo. Alertada por um grito da filha, Deméter começou a procurá-la por todo o mundo, com um archote aceso em cada mão. Após vários dias de busca encontrou Hécate, que ouvira Perséfone gritar mas não vira quem a levara; Hélio, porém, que tudo vê, revelou a identidade do raptor… Enfurecida Deméter recusou-se a voltar ao Olimpo sem a filha querida e a exercer suas funções divinas. Assumiu o aspecto de uma velha e pôs-se a serviço de Céleo, rei de Elêusis, que encarregou-a de cuidar do jovem Triptólemo, seu filho. Deméter afeiçoou-se ao menino e tentou torná-lo imortal, colocando-o periodicamente no fogo. Surpreendida porém numa das “sessões de imortalização” pela assustada Metanira, mãe do menino, não pôde completar o processo. Revelou-se então aos assustados reis e confiou a Triptólemo a tarefa de espalhar pelo mundo a cultura do trigo.

Enquanto isso a terra permanecia estéril, pois sem Deméter nada do que era plantado crescia. Perturbada a ordem natural, Zeus teve de intervir junto a Hades para libertar Perséfone e aplacar a mãe enfurecida. Perséfone, entretanto, já desfrutara da hospitalidade de Hades e comera uma romã — o que a associava permanentemente ao reino subterrâneo — e os deuses envolvidos tiveram de negociar. Perséfone tornou-se esposa de Hades, e rainha dos mortos; Deméter reassumiu suas tarefas divinas; e, a cada primavera, Perséfone deixava Hades e se reunia com a mãe, no Olimpo, para que nessa época a terra cultivada desse seus frutos. Desde a Antigüidade esse mito era visto como uma alegoria: Perséfone era o grão semeado, colocado embaixo da terra para se desenvolver e despontar durante a primavera sob a forma de novos frutos…

Perséfone, em seu reino, exerce o papel de Senhora dos Mistérios da Vida e da Morte. É ela quem recebe os mortos no mundo espiritual, formando com Hades uma união de trabalho, além de afetiva. É uma ligação que alimenta a ambos. Perséfone foi uma boa filha. Talvez este relacionamento com a mãe Deméter a tenha preparado para respeitar outras mulheres. Filha da natureza, caminha tranqüilamente no privado e público. Faz alianças com outras mulheres. Como exemplo cita-se sua disposição amigável em ajudar Psyché dando-lhe a caixa da Beleza Eterna conforme Afrodite havia pedido. Também com os homens se comporta assertivamente. Hércules em uma de suas tarefas lhe pede ajuda e ela presta seu concurso cedendo-lhe Cérbero, o cão de guarda dos Infernos.

Traçando um paralelo com as mulheres de hoje, qual seria o segredo da majestade de Perséfone? Como consegue ela se impor e exercer seus direitos de rainha perante Hades? A impressão que o mito traz é que seu companheiro não sente receio de ceder seu espaço de trabalho. Pode-se aventar a possibilidade de que Hades, conhecedor da necessidade que tem da contribuição de Perséfone e de seu valor enquanto pessoa, a deixa em liberdade para exercer sua identidade. Outro fato é que Perséfone não conheceu homens. Chegou virgem ao casamento, no sentido de experiências psíquicas anteriores com o sexo masculino. Sendo filha da natureza, tendo o sentido de semente, ao lhe for dado o cuidado necessário, floresce.

Sobressai nesta reflexão o fato de que se a mulher recebe o cuidado e o trato necessário, pode reconhecer-se como ser inteiro, e produzir. Assim, torna-se importante a figura do companheiro como: ou propiciador da regressão, ou como propiciador da maturidade (Diel,1999)

Perséfone e Deméter são uma representação só. São a imersão no psíquico e no real. Representam a vida criativa, a expressão do ser perante si mesmo e o mundo, a abertura e o fechamento, a permissão e a interdição. No momento em que Perséfone está com a mãe, a natureza se renova. Quando ela está com Hades, a natureza adormece.

Estes movimentos tais como ir e vir, afastar-se e aproximar-se, entre outras aparentes oposições, representam aqui a caminhada humana: o retirar-se para planejar e se refazer, e o ato de se atirar no mundo, realizando os projetos elaborados no adormecer das estações.

Levando-se esta análise para o mundo, percebem-se os grupos de trabalho de mulheres, como espaços de Deméter, de reflexão e elaboração de estratégias. Ao mesmo tempo de intensa participação no público, que constituem os encontros e reuniões extras, onde semeiam a idéia da livre expressão feminina, trabalham em suas especialidades, auxiliam outros grupos de cidadania.

Estas mulheres simbolizam Perséfone, e se exteriorizam tanto no espaço privado como no espaço público.

Entretanto a coisa não é tão bonita quanto parece. A mulher ao sair do privado para o público contesta toda uma cultura preconceituosa. Segundo Skinner (1970) qualquer comportamento para se manter necessita ser reforçado. Uma vez que a mulher é punida ao se expor, em violência aberta ou sutil, poderá aumentar seus danos psicológicos e/ou físicos. Toda mulher sente isto, e pode se recusar a ir em frente. Ela estagna. Deméter também parou em um primeiro momento, ao verificar que não achava a filha. Deprimiu-se, ficou velha e feia.

A mulher quando desiste, mesmo por pouco tempo, sente esta morte de alma. A depressão na meia idade assemelha-se bastante a este estado de inanição afetiva. Um paralelo pode ser traçado em relação a mulheres em casamentos infelizes, que não satisfazem a sua fome de espírito. Também se sentem feias, sem saída. A mulher em sendo programada para o casamento de fantasia, romântico, muitas vezes prende-se nesta armadilha. Casos clínicos também fornecem tais dados, independente de gênero e sexualidade.

Há que se considerar estes fatos quando se organizam grupos de mulheres, seja de instituições ou privados, hetero ou homoafetivos. A autonomia pode não ser o melhor. Leva-se em consideração o desejo da mulher, que parece atávico, ao querer desprender-se – e o fato de que a estagnação da mulher parece levar a somatizações e doenças.

Tais grupos são necessários e  propiciadores de reflexão, autoconhecimento e suporte, tal como Deméter que dá o dom de gestar e florescer, como Hades, que, pelas sementes de romã, propicia a Perséfone a volta ao lar, tal como Perséfone em ir e vir se renovando e transformando a trajetória dos que a cercam, impulsionando-se, e aos outros, em direção a verdade e ao amadurecimento.

Figuras míticas que, juntas, retratam o processo de crescimento humano, tanto individual como coletivo. E sugerem a possibilidade da ligação do homem e da mulher em sua diversidade.

Notas

1.NOELIZA LIMA, psicóloga e pesquisadora em questões de inclusão social. Dados oriundos da dissertação: ‘Experiências de um grupo de mulheres na luta pela Cidadania’, CAPES DS, PUC-Campinas, 194 pag.
2.Grécia Antiga, Mitologia, [disponível on line:http://warj.med.br/mit/mit09-5.asp,2004,setembro,6]
3.DIEL, P.,Mitologia Grega, 1991.

Foto de: http://www.germinaliteratura.com.br

A visão de uma jornalista acerca de uma poesia de Adélia Prado. Belo! Clique na foto para ler.

Rachel  Moreno

Publicado na revista Tesseract – ISSN 1519-2415

Rachel Moreno*

Tarzã, o homem das selvas, voltou para a terra das sacerdotisas sagradas, e trouxe consigo o progresso. A pedra lascada, a arma de longo alcance, a divisão entre a caça, a coleta e o cuidar da prole.
Lilith foi substituída por Eva, no imaginário do desejo de Adão, e veio a serpente, que trouxe Pandora, que levou ao pecado original… ao salvador, ao príncipe encantado, ao homem das pedras, ao sapo, à força, à violência… “Eu tenho a força!”..
Daí nasceram e se desenvolveram Débora, Raquel, Ester, Maria, Madalena… ah, Madalena!… Chorou, feito Maria Madalena… Daí nasceu Maria, Fátima, e finalmente Amélia – a que “era mulher de verdade”. E tome modelo ideal! Mas ideal para quem?

Mas como o desenvolvimento é desigual e combinado, depois de Amélia, com uma pequena mas significativa mutação, surgiu Amália, que chamou Joana, a francesa… e que de D’Arc em diante resultou em Olympe de Gouges, que teve a brilhante idéia de redigir e defender a Declaração dos Direitos das Mulheres, em pleno clima de Liberté, Égualité, Fraternité… Desnecessário dizer que morreu no cadafalso – igualdade, sim, mas não tanto!
A coisa, de fato nunca foi fácil e exigiu medidas drásticas para readquirirmos um mínimo de direitos e consideração. Não deve ter sido nada fácil ver a derrocada dos símbolos e ícones que sinalizavam a nossa força, soterrados sob signos alternativos que confundiam as pegadas e a compreensão.
Assim foi quando a rebeldia de Lilith, que se mandou para o deserto brincar com as almas inacabadas, revoltada ante a insistência de Adão na repetição da posição papai-mamãe (e tudo em que isto implica), e foi transformada pelo Livro Sagrado em ameaça às mulheres – quando ela volta a aparecer só para seduzir o noivo na noite de núpcias, ou para roubar os recém-nascidos. Assim aconteceu quando as sacerdotisas sagradas foram reduzidas à condição contemporânea de prostitutas. Assim foi quando as tábuas da lei foram entregues a Moisés, bem no monte onde antes se cultuava a Lua, divindade feminina, aos pés do qual ele se indignou ao ver o povo celebrando o bezerro de ouro (filho da vaca – um nos nomes da deusa).
Às vezes, algum resquício emerge por sob os escombros, a sinalizar – “aqui, as coisas foram diferentes” ou “aqui não foi sem luta que as mulheres perderam o poder”. Como no caso das Amazonas, que se apartaram dos homens, com quem se relacionavam apenas para procriar.
Teríamos muitos capítulos a redigir para dar conta destes relatos que nos chegam hoje como mitos. Assim como muitos mais para relatar o que a História não pode ocultar (já que a História é a versão dos vencedores) – a luta das mulheres pelo direito à educação (século XVII?), a luta das sufragistas pelo direito ao voto, no século XIX.

No mercado de trabalho

Trabalhar? Nós, mulheres, sempre trabalhamos. De sol a sol; e a lua – Isis, deusa da noite – passou a também ter que ser produtiva, mesmo que fosse “tão somente” do chamado “repouso do guerreiro”.
Fixação à terra, propriedade. Vencidos e vencedores; servos e castelões; excluídos e “in”, patrões, des/empregados, folgados, vagabundos, revoltados, inocentes, ingênuos, cúmplices. O trem e a linha. A máquina e a habilidade motora fina (e desvalorizada). A linha de produção. A separação do lugar da produção e da reprodução, da produção de mercadoria e da reposição da vida, do trabalho e do sagrado, do amor e do dinheiro, da produção e do usufruto, do consumo e da consciência, do tesão e do prazer e do dever e da produtividade.
A mulher entrou, por baixo. Por baixo na cama, cabisbaixa na rua, pela porta dos fundos no assim chamado mundo do “trabalho”. Pedindo licença para provar o seu valor, para mostra que sabe fazer, que pode ganhar para viver, produzir riqueza, clima, alegria, beleza. Talvez até prazer – no trabalho, talvez? Como trabalho, quem sabe? Dá trabalho, sempre!
Ainda me lembro, na época da construção do metrô, em São Paulo, quando os homens acorreram seduzidos pelo salário maior e direito ao alojamento, abandonando a varrição das ruas. Foi quando a Veja Sopave decidiu, segundo entrevista que me foi concedida por um diretor, “dar uma chance às mulheres”. E, se por 1,90 dinheiros, já não conseguiam homens, passaram a contratar mulheres por… 1,80. E, felizes da vida, se davam conta da responsabilidade destas para com o trabalho: varriam melhor, não ficavam tomando pinga no bar da esquina, não gastavam tempo “cantando” as empregadas das casas por onde passavam – enfim, rendiam mais e trabalhavam melhor.

E assim, mais mulheres chegaram ao mercado de trabalho. Num primeiro momento, nas tarefas similares às que desempenhavam em casa – professora, enfermeira, varredora, bordadeira, para além da linha de produção. Depois, também em outras tarefas e funções que passavam a ser mais mal remuneradas com a sua entrada.
No início, a fábrica exigia a comprovação mensal da menstruação – não queriam ter que pagar o salário e estabilidade-maternidade – e distribuíam chapinhas para controlar o tempo e freqüência das idas ao banheiro. Depois, amenizaram este controle ostensivo que gerou reações das mulheres em suas categorias profissionais organizadas.
E fomos entrando no mercado de trabalho, em duas levas: as mulheres jovens, assim que pudessem ou logo que se formassem, e as mulheres um pouco mais velhas, depois de terem cuidado dos primeiros anos de seus filhos.
Havia quem dissesse que, pelo fato de sermos mais responsáveis com os filhos, tendemos a faltar mais ao trabalho quando o filho está doente, ou quando há algum problema sério em casa. As estatísticas, porém, hoje mostram que somos as mais assíduas ao trabalho – provavelmente falta-se mais por ressaca do que por assistência ao filho doente.
Mas continuamos ganhando menos pelo mesmo trabalho.
Fomos todas estudar, o mais que pudéssemos. Hoje, as mulheres brasileiras têm mais anos de estudo do que os homens, o que também se reflete no trabalho.

Hoje, as habilidades incorporadas a partir da mudança do taylorismo para o toyotismo, enquanto modo de produção, valorizam a participação mais plena dos trabalhadores em benefício do trabalho. E, cada vez mais, as mulheres trazem para o mundo do trabalho, uma série de habilidades e talentos que desenvolveram alhures e que provam a sua importância no mercado de trabalho – a capacidade de ouvir, de lidar com a diferença, de trabalhar e promover o trabalho em equipe etc.
O que rendem estas capacidades adicionais? Não há interesse em medir, embora se saiba de seu valor para o empregador. E para o trabalhador e a trabalhadora? Nada…
E assim, porque entrou timidamente pedindo licença para provar a sua capacidade de produção, a mulher foi se dedicando mais e mais, em detrimento da qualidade de sua vida e do tempo dedicado à vida familiar. A jornada doméstica continua sendo predominantemente nossa, mesmo que consigamos dar conta dela concentrando-a num número menor de horas de trabalho adicional e não remunerado.

Os homens mudam

Para concorrer com estas colegas mais cuidadas, coloridas, perfumadas, produtivas e munidas de mais talentos, os homens passaram a se produzir mais.
Barriguinha lisa, malhação, tintura de cabelo, operações plásticas, cremes anti-rugas, toda a parafernália que nos tortura passou a ser vista como uma arma a não ser desprezada pelos homens – para a grande alegria da indústria cosmética e estética.
Cada vez mais mulheres chefiando a família também sinaliza a não-reestruturação do casal ante os novos papéis e importâncias. Sofrido, acabrunhado, falta ao homem o espaço de repouso do guerreiro… Este espaço que a mulher lhe propiciava, este espaço que nunca existiu para a mulher, esta guerreira…
Outros homens se acomodam melhor. Há os que dividem até o trabalho doméstico. No Brasil, dizem que hoje, eles se responsabilizam, em média, por 10% do trabalho doméstico.
Novos tempos, novas e velhas necessidades
Hoje o desenvolvimento tecnológico chegou a um estágio que nos permite pensar na redução da jornada de trabalho – para que todos tenham a ele acesso, e para que todos possam partilhar do trabalho e do prazer representados pelo trabalho doméstico e pelo cuidado da prole.

Mas, porque entramos pela porta dos fundos, não inscrevemos na pauta de reivindicações dos trabalhadores organizados a jornada doméstica. Poucas de nós estão na frente da luta pela redução da jornada de trabalho. Falamos, em nossas manifestações internacionais, da necessidade de se aumentar o salário mínimo, mas nós mesmas esquecemos de exigir a equiparação salarial (a trabalho igual, salário igual).
Ao invés de transformar o mundo do trabalho, de modo a humanizá-lo e torná-lo mais inclusivo e contemplador da diversidade, corremos o risco de aumentar o seu nível de exigência (em termos de formação, participação e produtividade) e de lucratividade (já que paga salários menores), que o aumento de participação de mão de obra feminina lhe propicia, sem contemplação ou dó para com as nossas necessidades gerais e especificas (afetivo-domésticas). Piorando o equilíbrio do ponto de vista do trabalhador, bem na contramão do que sempre desejamos.

Não está na hora de retomarmos esta discussão, que ficou pelo meio do caminho? Não seria esta a hora de juntar os homens e as mulheres nesta discussão?


Rachel Moreno é uma das mulheres que mais conhece a condição da mulher. Trabalha em cidadania há muitos anos e tem se tornado um ícone em estudos de gênero e inclusão social. Escritora.Autora do livro ‘A Beleza Impossível’. Comentário do livro
Links importantes:
http://observatoriodamulher.org.br
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/08/21/materia.2007-08-21.1811657838/view

Será que ele vira príncipe?

setembro 27, 2007

MARIA EMÍLIA LINO DA SILVA – escritora, psicóloga, PHd, vivendo em Paraty, mistura nesta foto poesia, prosa e psicologia. Esta estátua está em Guajanato. MX. Parece que o nome se refere a ‘serra dos sapos’, daí a idéia! Uma brincadeira que faço referente as ligações amorosas.

 

Tenho aprendido que a mulher ainda cede parte de sua personalidade ao querer agradar alguém, que existem ligações gratificantes, que é necessário que as pessoas se informem mais e se posicionem em suas relações amorosas.

A palestra: Clique para ler

 

Palestra relizada a convite do GEA – Grupos de Encontro Sobre o Amor – Diretor Dr. Joaquim Motta / Sueli Castro (Org). http://www.blove.med.br/gea.php
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