Uma discussão sobre mulher e machismo

novembro 18, 2009

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Um artigo que leva a reflexão . Mostra como o machismo aprendido interfere na utilização do poder pela mulher. Sem dúvida a mulher pode ser colaboradora, e também vítima. Discordo da autora, devido à critica ao movimento feminista, parece que não tem conhecimento apropriado do assunto.Todas as pessoas têm dois caminhos a serem escolhidos. O da banalização e o da evolução. Nem todos temos acesso a informação, de forma que neste caso as mulheres são vítimas sim. Sem ajuda e educação, como ter acesso as informações que as mais ‘letradas’ têm? Para isto existem os Centros de Apôio a Mulher. As mulheres mais informadas podem ou não exercer este tipo de controle machista, e isto vai depender de sua história pessoal (ou seja – psicologia nela!).

Existe sim rivalidade entre mulheres, feministas ou não. As pessoas no geral tendem a viver papéis, e isto é psicológico e social, na medida em que  estão inseridas em uma cultura. Do ponto de vista psicológico as manipulações e jogos de poder pertencem a ambos os sexos e todos os gêneros.

Aproveito para indicar: The Other Side of Power, de Claude Steiner http://claudesteiner.com. Talvez possa  ser salvo mediante download, gratuitamente. Ou vc. busca nas livrarias (sebo virtual): ‘Do Outro Lado do Poder’.

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4 Respostas to “Uma discussão sobre mulher e machismo”

  1. Bruna said

    Olá,

    sou a autora do blog Angústia Ética.

    Respeito sua opinião, mas discordo da questão que trouxe em relação ao acesso à informação.

    Não estou falando de mulheres pobres, que não estudaram, que nunca ouviram falar de feminismo, que têm como exemplo em família apenas mulheres submissas que nasceram para casar e ter filhos.

    O que está em pauta é justamente o machismo nas mulheres “letradas”, como você as chama. As mulheres de nosso dia-a-dia, de nosso convívio, de nosso meio sócio-econômico, etc. As mulheres que sabem isso o que é feminismo e suas implicações, mas não querem ver. Querem fechar os olhos a ele pois é mais prático, é mais cômodo.

  2. Bruna said

    Olá Noeliza,

    voltando ao assunto, pensei em mais uma coisa. Você mesma escreve neste texto que “todas as pessoas têm dois caminhos a serem escolhidos. O da banalização e o da evolução.” Isto é, voltamos novamente à questão da escolha. Mesmo as mulheres “letradas”, quando iluminadas pela reflexão do feminismo, encontram-se diante de 2 caminhos, a optar por um: a banalização ou a evolução. E muitas optam pela primeira opção por ser mais fácil e cômodo. Essas mulheres sabem muito bem o que estão fazendo. Elas têm acesso à informação, elas enxergam sim, mas não querem ver. E esse é o pior tipo de cegueira.

    Note que minha crítica não é ao feminismo, mas sim à super vitimização das mulheres por parte de algumas feministas. Algumas mulheres são vítimas sim, mas não todas. E generalizar que todas as mulheres são vítimas é agir de forma paternalista perante às mulheres. E isso, note, já anula o empoderamento das mulheres, condição pela qual o feminismo tanto luta.

  3. Boa tarde, Bruna! Pode ser que eu tenha entendido sim como crítica ao feminismo. A mulher é vítima pela própria História. O termo feminismo é pouco conhecido. Pouca gente sabe do que se trata realmente. Tem que entrar nos grupos de apoio a mulher para se inteirar do trabalho que é feito. Entendi sua posição. Discordo de algumas coisas, as quais já escrevi no artigo.Eu entrei para vários grupos e apoio, como voluntária primeiramente. Depois senti-me animada a descrever academicamente o que este grupo significava para as mulheres envolvidas, um olhar psicológico sobre eles, que culminou numa dissertação e atualmente continuo a pesquisa. Não vi nada de super paternalismo nos grupos que participei, não seria ‘cuidado’ o termo correto? Continuando…Mulheres informadas ou não, e o homem também, são seres condicionados sócio-cultural e psicologicamente. ‘Fazer sem saber’ leva ao drama de Édipo, que furou seus olhos justamente para não enxergar seu erro moral. É considerado o herói banal. Mas ele não teve escolha. Podia não ter matado o pai? Ele não sabia… Desta forma mulheres podem não saber o que fazem, mesmo achando que o sabem, devido ao inconsciente, como Édipo. E sim, somos vitimas pela historia que sempre privilegiou o homem, e vitimas também do inconsciente. Os grupos de mulheres auxiliam o desenvolvimento da mulher pobre, que não teve acesso as informações que tivemos e portanto conhece pouco de seus direitos. Auxiliam as ‘mais informadas’ a eliminar a competividade com outras mulheres e tornarem-se cúmplices. A cumplicidade entre homens os fez mais fortes e juntamente com o poder formou o patriarcado. Mas o feminismo não quer não um matriarcado. Quer mulheres que apesar da força do inconsciente e da história, possam viver de forma inteira.

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